segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Michael Schumacher vai voltar a testar Ferrari F2007

Michael Schumacher prepara-se para testar novamente o Ferrari F2007 ao longo de dois dias, de forma a continuar a sua preparação para o GP da Europa, em Valência.
Michael Schumacher vai voltar a testar Ferrari F2007 -

Agora que o seu teste com o Ferrari F60 foi inviabilizado por algumas das outras equipes do Mundial de F1, o piloto alemão volta a correr em um carro do programa de carros históricos da equipe de Maranello - o F1 Clienti - para prosseguir os seus treinos dentro de um cockpit


Michael Schumacher esteve recentemente em Lonato, Itália, onde treinou com karts ao longo de dois dias, para avaliar, também, as suas condições físicas antes da corrida de Valência.


O teste irá decorrer ao longo dos dois próximos dias, em Mugello, com o carro a ser equipado com pneus slick de GP2, uma vez que os testes com pneus atuais de F1 são igualmente proibidos pelo regulamento.


Entretanto, e de acordo com o Autosport.com, os testes de Schumacher com o Ferrari F2007 estão sendo pagos pelo próprio piloto alemão.

Imagem do dia


KaKá em estilo espanhol

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Histórico de ex-pilotos donos de equipe não favorece Piquet

5 de agosto de 2009

Por André Pontes

Piquet nos tempos de piloto (Foto: Arquivo)



O tricampeão da Fórmula 1 Nelson Piquet pode até salvar a carreira do filho, Nelsinho Piquet, na categoria, caso se confirmem os boatos de que o ex-piloto brasileiro negocia a compra de parte da escuderia BMW em sociedade com o suíço Peter Sauber - que já detém 20% da equipe. Porém, a história dos ex-pilotos que comandaram equipes da F1 não é animadora.

A maioria dos aventureiros terminou falido ou foi obrigado a vender a equipe para não afundar com ela. A sucessão de insucessos tem uma mesma explicação: para manter uma equipe competitiva na F1, não basta conhecimento técnico - o que homens como Piquet têm de sobra. É preciso muito dinheiro e uma rede de relacionamentos poderosa o suficiente para atrair os milhões de dólares dos patrocinadores.

De acordo com a revista inglesa F1 Business, a McLaren gastou em 2008 o equivalente a 900 milhões de reais para que seus carros rodassem para ganhar. Já a BMW, que está na mira de Piquet, investiu 800 milhões. As duas aceleram na ponta da categoria. Do outro lado, para manter uma equipe modesta, estima-se que são necessários 200 milhões de reais.

Piquet se agarra à possibilidade de uma possível restrição de gastos da categoria, prevista para 2010. As conversas sobre o assunto, porém, têm gerado conflitos nos bastidores. As grandes equipes querem que tudo continue como está; as pequenas torcem pelo corte - que, se aprovado, estabeleceria o teto de 200 milhões de reais por ano.

Ex-campeões quebrados - Em 1961, o então bi-campeão Jack Brabham fundou a Brabham Racing Organization. A equipe conquistou dois títulos: em 1966, com o próprio Brabham pilotando, e em 1967, com Denny Hulme. Após se aposentar das pistas, Brabham vendeu a equipe, a única de um ex-piloto com sucesso na categoria.

As demais histórias somam insucessos. Em 1974, outro bi-campeão, o brasileiro Emerson Fittipaldi, fundou a Copersucar em sociedade com o irmão Wilson. O carro brasileiro correu 104 GPs. Fechou as portas em 1982, oito temporadas após sua estreia, com uma dívida de sete milhões de dólares.

Em 1997, o escocês tricampeão Jackie Stewart fundou junto com o filho Paul a Stewart Grand Prix. Em três anos de vida, a equipe acumulou apenas 47 pontos. Endividado, Stewart não teve outra opção além de vender o time para a montadora Jaguar.

No mesmo ano, Alain Prost - quatro vezes campeão da categoria e maior rival de Ayrton Senna - montou a Prost Grand Prix Racing Team. A equipe teve cinco temporadas de vida. Seu melhor ano foi justamente o de estreia, quando terminou na sexta colocação do campeonato de construtores.

Os anos seguintes foram recheados de quebras e pouquíssimos pontos. Em 2001 o brasileiro Pedro Paulo Diniz, filho de Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar, se associou a Prost, mas não teve muita sorte. O dinheiro da equipe era minguado. O resultado foi desastroso, e a equipe fez apenas 4 pontos na temporada. A escuderia Prost entrou em estado de falência e quase levou junto com ela seu criador.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pelé achou fama mas não fortuna

O Wall Street Journal publica artigo de Matthew Futterman que sugere que Pelé "achou fama, mas não fortuna". Essa frase-símbolo foi publicada na edição em inglês. Reproduzo agora o texto na íntegra traduzido para o site em versão português do jornal especializado em finanças. Confira abaixo:

Pelé pode ser o maior jogador de todos os tempos do esporte mais popular do planeta, mas ainda está tentando garantir uma renda aos 68 anos.

Ele acaba de assinar um acordo de merchandising com a Nomis, uma pouco conhecida fabricante suíça de chuteiras, num lance que pode ser um golaço — ou mais um exemplo de uma longa lista de negócios cujo histórico é tão irregular quanto os gols dele foram sublimes.

No gramado, o legado de Pelé não tem praticamente rivais na história moderna dos esportes internacionais, como vencedor de três Copas do Mundo e autor de quase 1.300 gols numa carreira que se estendeu por três décadas. Mas desde sua aposentadoria, 32 anos atrás, Pelé não conseguiu transformar sua fama na imensa fortuna que outros superastros como Michael Jordan têm hoje.

De certo modo Pelé é ele mesmo responsável por não capitalizar seu status de superastro. Apesar de várias abordagens, ele nunca atuou como técnico ou executivo de alto escalão de um clube ou foi além de algumas incursões no universo das celebridades da TV.

Mas as circunstâncias de Pelé também podem ser atribuídas ao ano de seu nascimento, já que sua carreira terminou pouco antes do surgimento dos titãs modernos do marketing esportivo, que ao longo do tempo produziram uma corrida entre o astro do basquete LeBron James e o golfista Tiger Woods para ver quem será o primeiro atleta bilionário. David Beckham, o jogador de futebol mais bem pago do mundo, recebeu uma soma estimada em US$ 45 milhões no ano passado em salário e contratos publicitários. O maior contrato de Pelé, por sua vez, foi o do Cosmos de Nova York, em 1975, que lhe rendia o equivalente a US$ 4,5 milhões por ano.

As tentativas de Pelé de faturar no mundo dos negócios não renderam o esperado. Ele foi dono de uma construtora que faliu e de uma firma de marketing esportivo que quebrou em meio a um escândalo financeiro. Seus contratos publicitários incluíram uma linha de artigos esportivos retrô da Puma em 2005 que não fizeram sucesso. E quando se tornou o garoto-propaganda do Viagra, a droga para disfunção erétil, Pelé convocou uma coletiva de imprensa para garantir que não precisava do remédio mas o usaria se precisasse.

O Rei do Futebol diz que não guarda mágoas por ter nascido em outra época ou por suas escolhas de negócios, mesmo que isso o tenha deixado lutando para faturar numa idade em que os atuais superastros podem ter pouco mais a fazer do que contar o dinheiro.

"As carreiras deles são curtas, por isso precisam ganhar muito dinheiro", disse. Mas ele lamentou que a promessa do dinheiro motive os principais jogadores do mundo hoje, em vez do amor pelo jogo que o moveu. "Um garoto que joga por dinheiro vai pra todo canto e não está preocupado com seu esporte ou seu time."

Agora há o acordo com a Nomis — a mais nova tentativa de Pelé de se transformar num império de marca em vez de simplesmente associar-se com empresas e produtos estabelecidos. Há vários Cafés Pelé no Brasil, talvez um filme sobre a história do jogador e planos para um videogame e um desenho animado na Índia. Tudo isso suscita a questão de se um quase septuagenário ainda tem força mercadológica para competir com superastros que têm um terço de sua idade numa indústria dominada pela juventude. Em outras palavras: será que um garoto espanhol de nove anos vai querer comprar chuteiras do Pelé ou do Lionel Messi?

Pelé não tem dúvida de que ainda pode garantir o seu.

"Minha carreira dá a minha marca valores e atributos positivos e uma mensagem que passa de geração a geração", disse ele, por meio de um intérprete, ao Wall Street Journal na semana passada. "Não é como a de atletas que hoje estão no auge e então começam a jogar mal. Em minha carreira, consegui tudo. Minha mensagem é clara de geração a geração. Pelé é uma garantia."

Se as chuteiras e outros empreendimentos de licenciamento potenciais se tornarem um sucesso, Pelé poderá finalmente ter a chance de amealhar o tipo de fortuna que nunca conseguiu. Pelé tornou-se um astro mundial em 1958, quando, aos 17 anos, marcou seis gols nos últimos quatro jogos do Brasil na Copa do Mundo. Na aposentadoria, porém, Pelé tem trabalhado principalmente como embaixador mundial para o futebol e atuado em favor da ONU.

Três anos atrás, Paulo Ferreira, diretor-presidente da Prime Licensing, empresa do Rio originalmente encarregada de criar e vender a marca Pelé, previu que o jogador se tornaria rapidamente um negócio de US$ 100 milhões por ano. Isso não aconteceu, embora Ferreira argumente que a nova parceria de Pelé com a agência de marketing esportivo IMG Worldwide vai finalmente ajudá-lo a atingir todo seu potencial de marketing. "Pelé é muito forte para bens de consumo, entretenimento e também empreendimentos imobiliários", diz Ferreira.

Simon Skirrow, o fundador da Nomis, diz que com Pelé a empresa viu uma chance de erguer seu produto em torno de alguém que eles acreditam representar as qualidades de autenticidade e desempenho em primeiro lugar que abraçam. (Fontes dizem que Pelé receberá uma participação das vendas em vez de uma comissão de licenciamento.) Skirrow acrescenta que nunca pensou que Pelé fosse estar disponível para trabalhar tão perto deles no desenho e marketing de uma chuteira. Mas, observa, "ele nào tem uma enorme quantidade de projetos em sua mesa neste momento".

A IMG está tentando mudar isso. Bruno Maglione, um vice-presidente da agência, diz que o potencial de Pelé para marketing continua alto, apesar de sua idade.

Mas imagem não é tudo. "Ele é uma lenda viva, mas isso só o leva até a porta dos consumidores", diz Ryan Schinman, que assessora empresas a respeito de marketing de celebridade. "É preciso sustentar isso com um produto superior."

domingo, 19 de julho de 2009

Lauda leva o troco

Norbert Haug responde às críticas de Niki Lauda sobre Hamilton

Norbert Haug respondeu 'na mesma moeda' a Niki Lauda, que logo após o GP da Alemanha criticou Lewis Hamilton por este ter manifestado a vontade de parar na corrida de Nurburgring, recordando ao austríaco que foi ele que parou em Fuji, em 1976, quando tinha o título à mão.
Norbert Haug responde às críticas de Niki Lauda sobre Hamilton -

Logo após a corrida, Lauda criticou o comportamento de Lewis Hamilton por ter pedido à equipa para desistir uma vez que já não tinha hipóteses de chegar aos pontos poupando, assim, a mecânica do seu McLaren. Para o austríaco, tricampeão do Mundo de F1, "eu nunca me teria atrevido a pedir tal coisa".


"Um piloto deve pilotar porque é para isso que é pago", acrescentou Lauda.


Estas afirmações não caíram bem a Norbert Haug, que respondeu à letra, dizendo que "alguém que diz que 'não se teria atrevido' deveria lembrar-se de quando entrou nas boxes e desistiu de uma corrida", afirmou, referindo-se ao 'encharcado' GP do Japão de 1976, no qual Lauda abandonou nas primeiras voltas por considerar a pista demasiado perigosa com aquelas condições.


"Tenho a impressão de que as pessoas estão sempre à procura de qualquer coisa para criticar", acrescentou Haug.

Foto do dia


Sharapova em momento Giselle Bündchem

Valentino Rossi sai vitorioso da Alemanha


Valentino Rossi voltou a vencer no MotoGP, conquistando de forma exímia o GP da Alemanha. O piloto italiano esteve sempre nos lugares da frente, primeiro atrás de Casey Stoner, e depois atrás de Jorge Lorenzo, para alcançar mais uma vitória para o seu currículo.
Valentino Rossi sai vitorioso da Alemanha -

Para o piloto italiano, esta foi mais uma corrida com direito a entrada para o livro dos recordes, igualando Giacomo Agostini no número de presenças no pódio em corridas, depois de hoje ter voltado a demonstrar toda a sua inteligência em pista.


Logo a partir das primeiras voltas ficou claro que o triunfo seria discutido apenas por um grupo de quatro pilotos: Valentino Rossi, Casey Stoner, Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa, com este fazendo uma largada muito boa, a partir da oitava posição.


Na primeira fase da corrida, foi o australiano da Ducati que liderou, sempre com Rossi a seguindo-o de muito perto. Pouco depois, foi a vez do italiano passar para a frente, com Lorenzo subindo, entretanto, a segunda posição e começando a colocar alguma pressão no campeão de MotoGP.


Passando para a frente da corrida, Lorenzo passou a ter Rossi sempre nos escapes da sua Yamaha M1, com este esperando o momento certo para desferir o ataque decisivo que o levaria para o comando, o que veio a acontecer a três voltas do final. Nos ultimos quilómetros esperava-se, no entanto, o derradeiro assalto de Lorenzo ao líder, o que aconteceu no início da última volta.


Defendendo muito bem a trajectória interior na primeira curva, Rossi fez Lorenzo perder algum do contacto com o líder, ficando em posição difícil para novo ataque. Ainda assim, o espanhol tentou surpreender Rossi à saída da última curva, enbora sem sucesso, cruzando a linha de meta a 0,099s.


Cerca de um segundo depois, foi Dani Pedrosa acruzar a linha, isolado no terceiro posto, já que Casey Stoner voltou a ficar para trás na fase final da corrida, embora desta vez devido a dificuldades com o pneu traseiro, que quase fizeram o piloto cair a quatro voltas do final.


As duas Honda Gresini ficaram nas duas posições seguintes, com Alex de Angelis batendo Toni Elias, ao passo que Marco Melandri voltou a fazer uma excelente corrida, ao saltar diversas posições na classificação na sua Hayate Kawasaki para finalizar em sétimo. Nicky Hayden não aproveitou a boa posição na largada(4º) para se destacar, acabando a corrida em oitavo, na frente das duas Yamaha da Tech 3, com Colin Edwardsficando à frente de James Toseland.


1 Valentino ROSSI Fiat Yamaha Team Yamaha 41.21,769
2 Jorge LORENZO Fiat Yamaha Team Yamaha 0.099
3 Dani PEDROSA Repsol Honda Team Honda 2.899
4 Casey STONER Ducati Marlboro Team Ducati 10.226
5 Alex DE ANGELIS San Carlo Honda Gresini Honda 21.522
6 Toni ELIAS San Carlo Honda Gresini Honda 30.852
7 Marco MELANDRI Hayate Racing Team Kawasaki 31.301
8 Nicky HAYDEN Ducati Marlboro Team Ducati 31.726
9 Colin EDWARDS Monster Yamaha Tech 3 Yamaha 32.865
10 James TOSELAND Monster Yamaha Tech 3 Yamaha 43.926
11 Loris CAPIROSSI Rizla Suzuki MotoGP Suzuki 57.375
12 Niccolo CANEPA Pramac Racing Ducati 1'00.539
13 Chris VERMEULEN Rizla Suzuki MotoGP Suzuki 1'03.645
14 Mika KALLIO Pramac Racing Ducati 1'04.155
15 Gabor TALMACSI Scot Racing Team MotoGP Honda 1 Lap